Wednesday 24 May 2017
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Buenos Aires LGBT – dicas, passeios e nossa experiência

Buenos Aires LGBT – dicas, passeios e nossa experiência

Quer saber como é ser LGBT em Buenos Aires? Nós já estávamos querendo faz tempo ir para Buenos Aires e experimentar a recepção aos LGBTs na cidade. Depois de visitar o estande de promoção deles em várias feiras de turismo em São Paulo, sabíamos que eles levam o turismo LGBT bem a sério.

E não é só o turismo. É na vida também! A argentina foi o primeiro país da América Latina a legalizar o matrimônio homoafetivo em 15 de julho de 2010. Lá a adoção é permitida também. A população trans é amparada pela Lei de Identidade de Gênero, aprovada em 2012, que garante a mudança de sexo por cirurgia, tratamento hormonal e mudança do nome social.  Em setembro de 2015 eles baniram a proibição de doação de sangue para homens gays e bissexuais.

Antes de ir para a parte prática, começamos com o vídeo?

A Marcha do Orgulho LGBTQI acontece no primeiro sábado de novembro. A cidade é tomada por feiras de arte, desfile de drag queens, carros de som, projeção de cinema e espetáculos de teatro. Nós perdemos por pouco, mas o Rafa do site ViajaBi! foi conferir e você pode acessar o post e o vídeo dele aqui (depois que você acabar de ler esse post, né? Não precisa desesperar!)

O Rafa do ViajaBi se jogou na Marcha do Orgulho LGBTQI de Buenos Aires.

O Rafa do ViajaBi se jogou na Marcha do Orgulho LGBTQI de Buenos Aires.

Tango para todos

Ainda em novembro rola o Festival Internacional de Tango Queer. Se você não conhece o termo, tango queer é o tango sem papel de gênero. Podem ser 2 homens, 2 mulheres ou casais onde homem e mulher trocam de papel. Sensacional, né? Não é em toda milonga que isso pode acontecer. Tem lugares que proíbem, outros aceitam com cara feia, outras aceitam de boa e os melhores são os que são voltados para o tango queer!  🙂

Um deles é Tango Queer, uma milonga que acontece no bairro de San Telmo, todas às terças. Às 20h30 tem aula de Tango, se você quiser aprender essa linda dança e depois das 22h tem show com uma banda completa enquanto os casais arrasam na pista. Como é lindo de ver! Nós ficamos apenas sentadas admirando e morrendo de vontade de aprender. A entrada custa o equivalente a R$ 20,00 (em novembro 2016). Fica no Buenos Ayres Club (Perú 571).

A outra é La Marshall, que acontece todas às sextas, na Calle Riobamba 416, San Telmo. A aula é 22h e a milonga às 23h.

 

Tango Queer

Tango Queer

Tem também o espetáculo Tango Pride, que acontece todas às quartas. São 3 horas de apresentação no bairro de Almagro.  Você pode ler o post completo aqui.

Fervo na noche

Se você estiver disposto a cair na noite, não faltam opções de baladas gays e LGBT friendly. O bairro de Palermo reúne a maior parte das baladas, bares e restaurantes. A primeira coisa que você precisa saber é que na Argentina as discos, clubes ou baladas são chamadas de boliche! Sim, bizarro! Mas faz a egípcia e se joga no boliche.

Nós fizemos o Pub Crawl LGBT e adoramos! Passamos por 4 bares e em cada um ganhamos um shot de bebida. No primeiro também tinha comidinhas, como pizza e batatas fritas, além de vinho e cerveja incluídos. Fizemos um post contando todos os detalhes do Pub Crawl LGBT.

As bis amigas!

As bis amigas!

Mas já vamos adiantar aqui os babados por onde passamos, já que são baladas LGBT de Buenos Aires, todas no bairro de Palermo.

Santa Eva – bar LGBT friendly, com uma hostess bapho, montada dos pés à cabeça.
Calle Serrano 1557

Ven I Van – outro bar gay friendly, com uns grafittis bacanudos, atendimento super amigável. Eles tocaram as músicas que pedimos (estamos falando de Inês Brasil e Banda Uó!!!). Preços bem amigos  🙂
Calle Thames 1759

Peuteo – um dos bares gays mais populares de Buenos Aires. Estava lotado quando fomos, clientes predominantemente gays homens, mas também uma clientela lésbica. A música variada, passou por hits dos anos 80, 90 e atualidades. Os bartenders preparavam nossos drinks superfaturados sem camisa, exibindo seus tanquinhos dançantes. O nome desse bar tem uma história legal. Basicamente é a palavra PUTO soletrada em inglês: Pe – U – Te – O
Calle Gurruchaga 1867

Glam – disco gay super badalada de Buenos Aires. Não é muito grande, mas tem 2 pistas que tocam música latina e eletrônica. Funciona de quinta, sexta e sábado. O Pub Crawl termina nela.
Calle Jose Antonio Cabrera 3046

E mais algumas festas LGBT:

Sitges – uma das baladas gays mais antigas de Buenos Aires. Tem show de drags e muito fervo de quarta a domingo.
Av.Cordoba 4119

Club 69 – essa festa gay rola só às quintas. Toca nu disco, house e tech house e rola um show da Compañía Inestable!, um grupo de dançarinos e performers.
Niceto Vega 5510

Fiesta Plop – Como o nome sugere, rola muito pop.  O Rafa do ViajaBi! foi e disse que tem gente mais jovem, open bar e música boa pra dançar. Público misto de gays e lésbicas.
Av Federico Lacroze 3455

Fiesta Jolie – essa festa rola às quartas e vésperas de feriado. A notícia boa é que a entrada é gratuita. Vai uma galera bem novinha, tanto gays como lésbicas.
Av. Juan B. Justo 1658

 

pub-crawl-lgbt-buenos-aires

Gabi sendo bem tratada no Santa Eva, segunda parada do Pub Crawl LGBT

Lugares LGBT para comer

Pride Café
O Pride Café fica em San Telmo e foi o primeiro lugar a pendurar a bandeira LGBT na fachada. Serve comidas gostosas e drinks bons por um preço justo. É frequentado por uma clientela mista, de gays, lésbicas, héteros, casais, famílias, solteiros. Conversamos com o dono que nos contou um pouco da história do lugar. Você pode ver no vídeo. Funciona das 8h às 20h
Calle Balcarce 869

Pepo Pepona
Não fomos no Pepo Pepona, pois é focado no público gay, mas não podíamos deixar de mencionar. Ele é o antigo Inside Resto Bar, um bar restaurante com gogo boy, drags e garçons que te servem pelados para deixar os meninos com muita fome.
Bartolome Mitre 1571

Casa Brandon
A Casa Brandon é um club de cultura queer, com várias atividades. Workshops, exibição de filmes, música, exposições. E tem também restaurante se a fome bater. É bom conferir a programação no site.
Luis María Drago 236

E claro, coma uma parrilada e se lambuze com o doce de leite argentino, os sorvetes maravilhosos e os alfajores. Nós experimentamos quase todos e elegemos nosso favorito. Veja aqui o alfajor eleito pelas estrangeiras!

 

 

O Pride Café há anos levanta a bandeira LGBT com orgulho em San Telmo

O Pride Café há anos levanta a bandeira LGBT com orgulho em San Telmo

Mais uma dica! Se você passar no Pride Café no domingo, aproveite para visitar a feirinha de San Telmo e especialmente a barraquinha da artista Naty Menstrual. Ela pinta, escreve, atua, oferece cursos e workshops e vende suas criações na feira de San Telmo. Tudo na temática LGBT. Ela fica bem perto do Café, na Calle Dr José Modesto Giuffra. E você pode conhecê-la também no vídeo que fizemos.

As camisetas da artista Naty Menstrual

As camisetas da artista Naty Menstrual

Pontos turísticos

Já tem outro post completinho com as principais atrações turísticas de Buenos AiresSe joga nele para não perder nada!

Contamos também sobre um passeio de barco super romântico ao Delta do Tigre.

Hospedagem LGBT em Buenos Aires

Buenos Aires tem diversas opções de hotéis LGBT ou LGBT friendly.

Nós ficamos hospedadas no Tesorito Bed&Breakfast. Contamos nesse post como foi, mas já adianto que adoramos! Fomos super bem recebidas como lésbicas, a localização é ótima, o quarto lindo, o café da manhã uma delícia. Nós inclusive fizemos uma parceria com eles para oferecer desconto para nossos leitores. Se quiser se hospedar lá, nos envie uma mensagem que te passamos como conseguir o desconto.

Outros hoteis LGBT friendly:

Hotel Mio Buenos Aires – Recoleta

Solar Soler – (Palermo)

Patios de San Telmo – San Telmo

Argenta Tower Hotel e Suites – Retiro

 

Tesorito Bed And Breakfast - Buenos Aires LGBT

Será que eu me senti uma rainha no Tesorito Bed and Breakfast?

Adoramos Buenos Aires, a cidade é linda e como um casal de lésbicas nos sentimos bem recebidas e seguras. É definitivamente tranquilo ser LGBT em Buenos Aires! Ainda queremos voltar para conhecer outras cidades da Argentina que também são super LGBT friendly, como Rosário e Mendoza.


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Fabia Fuzeti, 40, jornalista, fotógrafa e produtora de vídeos. Caiu na estrada pela primeira vez em 1996 e desde então não parou. Viaja sempre com uma câmera e é apaixonada por imagens.


2 thoughts on “Buenos Aires LGBT – dicas, passeios e nossa experiência

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