Wednesday 28 June 2017
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LAOS

LAOS

 

Laos é um país asiático localizado na Indochina. Faz fronteira com a China, Camboja, Vietnã, Tailândia e Myanmar. A língua falada lá é o Laociano, e a moeda é o Kip. A capital do Laos é a cidade de Vientiane.

O Laos está submetido a um regime socialista de partido único. A sua população é composta por muitas etnias, por questões históricas. O budismo é a religião principal do país é é um dos pontos mais fortes de sua cultura. Não atua apenas no campo da religiosidade, mas influencia também a arte, literatura, teatro e música do Laos. Muitos dos pontos turísticos do país tem relação direta com a cultura budista.

Além da capital Vientiane, também são cidades turísticas do Laos: Luang Prabang, Savannakhet e Pakxe.

O país não tem saída para o mar e o clima por lá é subtropical úmido.

Não existem vôos diretos do Brasil para o Laos – é preciso fazer no mínimo 2 escalas. Mas como normalmente o Laos é um destino que as pessoas vão junto com outros países da Indochina, é muito mais fácil ir de algum país ali por perto. Para entrar no Laos, brasileiros precisam de visto – mas não precisa pegar com antecedência, dá pra pegar direto no aeroporto de lá. É um procedimento bem simples, só precisa levar uma foto de passaporte e pagar os US$ 35,00.

 

LUANG PRABANG

A encantadora cidadezinha de 50 mil habitantes é patrimônio cultural da humanidade da UNESCO. Lar de dezenas de templos budistas, monges circulam com seus mantos laranjas por toda parte. Como já foi uma colônia francesa, mistura arquitetura europeia e tradicionais casas de madeiras laocianas.

 

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Eu e o Emérson Martins chegamos num vôo da Tailândia e sobrevoar a região já foi uma experiência linda. A cidade fica no meio do nada e o aeroporto é minúsculo. Você sai do avião, atravessa a pista andando e segue para imigração para pegar o visto ali na hora mesmo, que custa US$ 35. Precisa levar ainda uma foto de passaporte. Dá para chegar também de barco pelo rio ou pela estrada.
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Pegamos um taxi para o hotel Bellevue Guesthouse que era a coisa mais fofa. Vários chalés com um lindo jardim central. O valor atual (maio 2014) é de US$ 16 pelo quarto duplo.
Luang Prabang é cortada pelos rios Nam Khan e Mekong. O hotel estava próximo ao primeiro, na margem oposta ao centro. Tínhamos que atravessar uma ponte de madeira muito legal, onde sempre tinha um tráfego intenso de bicicletas e motos por uma pequena pista  para veículos de duas rodas ao lado da pista para carros. Atravessar essa ponte era muito legal, à noite no escuro então…

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Cruzamos a ponte pela primeira vez e assim que vimos bicicletas para alugar pegamos duas magrelas para percorrer a cidade. O aluguel diário custou US$ 2 e tivemos que deixar US$ 10 de depósito. O engraçado  é que o senhor anotou o número da nossa nota no recibo, colocou num envelope com nosso nome para devolver a mesma nota no dia seguinte. Fomos para o centro fechar um passeio para andar de elefante.  Na rua principal tem várias agências. Basta fazer uma rápida pesquisa para ver qual passeio tem mais a ver com você, valores e disponibilidade e então fechar o passeio. Depois de definir tudo, pedalamos sem destino e passamos por um campinho de futebol com a galera jogando e umas brincadeiras de parquinho, como acertar uma bexiga cheia de água para ganhar prêmios.

Crianças fofas do Laos!

Crianças fofas do Laos!

Era meu aniversário e comemoramos comendo muito pela feira noturna da rua principal. Experimentamos tudo o que vimos pela frente, com destaque para esses bolinhos de coco abaixo que são o paraíso na Terra. Muitas barraquinhas com grande variedade tipo buffet self service. Nosso jantar bem servido custou US$ 3. E depois mais docinhos de coco, amendoim, enroladinhos em folhas, milhares de coisas diferentes.
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Durante o dia a temperatura era quente, apesar de ser inverno, mas assim que o sol baixava ia caindo e caindo. De 27 foi para 7 graus! Quase morremos de frio para voltar para o hotel pedalando. Então saia sempre agasalhado! No caminho de volta vimos uma barraca de jogo do bicho! Olha que legal!

 

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No segundo dia acordamos às 4 da manhã para ver a Alms Ceremony (cerimônia das esmolas). Todas as manhãs os monges saem pelas ruas para receber alimento ofertado pelos moradores (e agora turistas também), normalmente arroz, frutas ou nozes que são colocadas em seus cestos.

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Eles agradecem entoando uma oração. Essa é a única refeição do dia dos monges, que caminham descalços pelas ruas geladas. É muito lindo presenciar. Mas triste ver alguns turistas sem noção que avançam em cima dos monges para tirar fotos, com seus flashs bem na cara deles, destruindo essa tradição. Eu filmei, mas fiquei ajoelhada atrás um pouco afastada, tentando ser o mais invisível possível. Na primeira manhã fomos para a rua principal da cidade, mas ali tinha muitos destes turistas em noção. Na manhã seguinte, fui  para uma rua mais tranquila onde vi locais aguardando, uma vez que eu estava de bike e era fácil rodar para achar um lugar melhor. Ali eu era a única turista.

Uma cena típica de Luang Prabang: monges pela rua

Uma cena típica de Luang Prabang: monges pela rua

Depois da cerimônia, ficamos pelo centro e começamos nossa caminhada beirando o rio e desvendando as casinhas e jardins mais charmosos. Que cidade linda! Simples, mas muito limpa e organizada. Um lugar com uma energia tão boa que você quer ficar ali para sempre. Também muito segura. Nós deixávamos a bicicleta sozinha sem cadeado encostada num canto e ninguém mexia.

Natureza linda!

Natureza linda!

Cruzamos o rio por uma ponte de bambu e fomos caminhando pelas belas margens. Depois visitamos um dos templos, onde monges cuidavam das instalações, fazendo reformas, lavando roupas, trabalhando em decoração de vitrais.
Tem também o Palácio Real (Haw Kham), onde é possível assistir a apresentações culturais.

 

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Visitamos ainda outro templo onde os monges tocavam tambor e cantavam suas orações, atividade que é possível presenciar em todos os templos. Entrei nesse templo para acompanhar a cerimônia do início da noite. Os monges na frente, as mulheres no fundo da sala, todos de joelhos.  Sentada num canto ao fundo, fui imitando o que faziam. Lágrimas rolavam sem parar dos meus olhos. Eu havia ido para Ásia depois da morte do meu marido buscar uma razão para a vida e aquele momento foi muito especial. Depois de vários cânticos, abriram uma discussão entre todos. As mulheres participavam também.

 

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Saindo do templo, voltamos para a feirinha para comer tudo de novo e voltamos para o hotel.

O terceiro dia foi o passeio survivor! Saímos em grupo de bicicleta em direção a um campo de elefantes. Pegamos uma estrada de terra e pedalamos bastante! Ai começaram os problemas típicos de quando se está num país sem muita infra estrutura turística, com pessoas não treinadas para fazer o trabalho. O guia deixou o grupo separar. Ai o pneu da minha bike estourou. Ele não tinha um kit de reparos. Me passou sua bicicleta e ficou para trás para buscar ajuda. Mandou que a gente seguisse em frente sozinhos. Perdemos a entrada do campo e fomos pedalando pela estradinha por muitos e muitos quilômetros. Finalmente encontramos um campo de elefantes, mas não era o nosso. Depois de algumas ligações nos disseram que tínhamos passado o nosso há tempos. Voltamos tudo. Quando finalmente chegamos nosso grupo já tinha feito o passeio deles e nós estávamos super atrasados.

Primeiro demos uma volta pelo campo num elefante com cadeirinhas em cima. Entramos na parte rasa do rio e tiramos muitas fotos. Depois o ponto alto do passeio. Montar direto no elefante e entrar no rio com ele. Para montar subimos numa plataforma e sentamos no pescoço dele. Não tem onde segurar ou apoiar e fiquei bem tensa nos primeiros 5 minutos, especialmente porque o elefante sai e já vai descendo uma baita ladeira. Mas depois que acostumei curti demais. Mas tem a parte triste pois os caras ficavam batendo nos elefantes com uma madeira com pregos na ponta quando eles não faziam o que se esperava, como abaixar na água ou jorrar água pela tromba. A gente falava: não bate, está tudo bem, ele não precisa fazer nada disso! Muito ruim, porque esses animais deveriam estar sendo bem cuidados ali. A gente não quer que nenhum bicho sofra para a gente se divertir. E esses passeios são vendidos numa pegada “venha cuidar dos elefantes”.

 

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Dali fomos para uma casa almoçar e depois seguimos de carro para o rio. Pegamos o caiaque e começamos a remar. Paisagem linda, os moradores locais pela margem lavando roupa, animais se banhando, homens trabalhando. Todo mundo cumprimentava a gente. Lindo mesmo. Só que remamos e remamos até os ombros, braços e costas não aguentarem mais. Perguntamos quanto faltava e o guia disse que não estava nem na metade! Exageraram na dose da brincadeira. Fomos seguindo em sofrimento, mas chegamos ao final.

 

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Nos levaram de van para o centro e fomos direto para o prédio da Cruz Vermelha fazer uma massagem para aliviar. Apesar do cansaço foi um dia incrivelmente maravilhoso. Voltamos para feirinha para se empanturrar pela última vez com as delícias locais e compramos souvenirs. Tem artigos de prata por bom preço, gravuras, instrumentos musicais locais e muita coisa bonita.

Templo em Luang Prabang

Templo em Luang Prabang

Na manhã seguinte partimos para o Camboja. Deem só uma olhada no aeroporto old style de Luang Prabang.

 

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Ao redor da cidade tem várias cachoeiras, como a Kuang Si, o centro de Resgate de Ursos (Bear Rescue Centre) as cavernas Pak Ou. Não visitamos estes lugares, então não posso falar muito sobre eles.

Empresas aéreas que voam para Luang Prabang: Bangkok Airways, Laos Airlines, Vietnam Airlines e Lao Central Airlines. Nós voamos de Laos Airlines que foi excelente. Ótima comida, atendimento maravilhoso.

Nas pesquisas pré viagem li que viajar pela Indochina por estrada é bem complicado por causa das más condições. Demora muito para fazer trechos não muito longos. E também dependendo do lugar dificuldades para cruzar as fronteiras. Por isso fizemos tudo de avião.

 

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